Rótulo Musical
O ser humano sempre teve uma gana muito grande em rotular as coisas e pessoas.
Muito raramente as pessoas quando se conhecem não perguntam umas às outras o que fazem para que então lhes coloquem uma legenda de identificação, quando já não as têm, porque somente o nome não é suficiente para identificação.
Há uma necessidade grande em se rotular o músico ou a música.
“Você é músico do quê?”, “Erudito ou popular?”, “Jazz ou Rock?”, “Qual o estilo desta música?”, “É secular ou gospel?” são perguntas frequentes da curiosidade musical humana.
Na verdade eu penso que o rótulo é saudável para que você possa definir e conceituar coisas similares, mas durante o curso da vida os estereótipos vão se modificando.
O que é um jazz hoje não é o que era nos anos 40, pois quem ouviu o jazz puro, misturado com o swing, bebop, hard-bop, nos anos subsequentes já teria um conceito de composição musical e técnicas totalmente diferentes. Então se torna “jazz-(alguma-coisa)”, assim como também hoje não dá para dizer o que é um rock, pois existem diversas vertentes, como também no erudito, onde poderíamos ter classificações inúmeras, como o barroco, romantismo, clássico, neo-clássico(Aliás, o “neo, pós e coisas do gênero” dão uma ajuda muito grande para uma classificação inexata).
Quanto mais fontes e influências temos, mais complexo se torna o modo de rotular uma técnica ou composição.
Eu tenho muitos anos de estudo no erudito, estudei e toquei muito o jazz, um pouco menos de rock. Ouço ecléticamente variedades infinitas de músicas, ficando então difícil a resposta para a seguinte pergunta: “Que estilo de música é esse e que tipo de técnica é essa? É Jazz-Flamenco-Neo-Rock-Barroco?”
Eu simplesmente respondo: “É música, vem da alma e vai lá pra cima”.




